China proíbe uso de animais na indústria cosmética

No Brasil, sete Estados já vetam a prática, incluindo Minas Gerais – este, desde julho do ano passado

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Camundongos são usados em testes de laboratório no mundo todo | Foto: Silvia Pa/Pixabay

 

Em uma decisão recente e importante, o governo chinês aprovou um lei que põe fim aos testes em animais na indústria cosmética nacional. Ela representa um enorme avanço, sobretudo em um país com histórico de crueldade em relação aos animais.

A legislação anterior exigia que todos os produtos fabricados fossem testados dessa forma antes da venda. No entanto, até 2020, nove métodos que não envolvem testes deverão entrar em vigor no país. De acordo com o governo chinês, as empresas que não seguirem a nova regulamentação serão multadas.

Para se chegar à aprovação dessa regulamentação, foi necessária uma longa espera e muita negociação. O Instituto de Ciências In Vitro (IIVS) trabalhou em parceria com a Associação Nacional de Produtos Médicos da China (NMPA) para conseguir a mudança.

Juntos, eles conseguiram convencer o governo chinês de que o mundo de hoje não aceita mais a crueldade em animais e que, daqui para a frente, as empresas terão de se adaptar a essa nova realidade.

Em comunicado oficial, a organização internacional de bem-estar animal Cruelty Free International (CFI) referiu-se à decisão como “um passo importante” para o fim dos testes em animais em todo o mundo. “É um enorme passo na direção certa e é muito bem-vindo para o restante do mundo”, escreveu Michelle Thew, presidente executiva da CFI.

Tendência

A decisão da China vai ao encontro do posicionamento divulgado pela Austrália no começo deste ano. No país, a nova lei rejeita qualquer teste em animal como evidência de segurança de um produto para uso, forçando todas as marcas a desenvolver outros métodos.

A União Europeia, por sua vez, baniu os testes em animais de seus territórios em 2013. No Brasil, sete Estados já proibiram a prática, incluindo Minas Gerais, onde lei semelhante vigora desde julho de 2018.

Fonte: Redação O Tempo

2019-04-29T15:36:15+00:0029 abril , 2019|Categoria Teste|